As baixas temperaturas da estação exigem cuidados redobrados para evitar que o organismo fique ainda mais enfraquecido diante da nova doença
Sempre que o inverno está para começar, os idosos são alertados sobre a importância da vacinação contra a gripe e os cuidados básicos para manter a saúde em dia. As recomendações são reforçadas em épocas de gripe A. Maiores de 60 anos têm uma série de limitações em comparação a um adulto jovem.
O coração bate mais devagar, os músculos estão enfraquecidos, e a pele torna-se mais fina, além de haver uma queda nas defesas naturais. Com o sistema imunológico em baixa, o paciente fica mais vulnerável à ação de vírus e bactérias – uma gripe pode se complicar e virar uma doença séria, como pneumonia, e até causar a morte.
Idosos também costumam apresentar dificuldade maior para eliminar secreções, o que aumenta o acúmulo nos pulmões e cria um ambiente propício a bactérias. Isso significa que, além de ter menos condições de combater o vírus, quem está nessa faixa etária tem um organismo muitas vezes favorável à proliferação do inimigo.
É preciso ainda ficar atento ao controle de doenças concomitantes, como explica o geriatra João Senger:
– É muito comum que idosos tratem também de outras doenças, como diabetes e alterações cardíacas. Quando a gripe chega, o vírus pode tirá-las de controle – ressalta.
Os médicos enfatizam que o acompanhamento médico deve ser constante, a cargo de um profissional que conheça o histórico do paciente e saiba o que fazer não apenas para curar a gripe, mas também para monitorar as outras possíveis doenças. É importante procurar um médico no início dos primeiros sintomas.
– A influenza comum também é muito complicada e, por isso, todos os anos se faz a campanha de vacinação. A dose não protege apenas do vírus comum, mas também previne de suas complicações graves – lembra o geriatra Emílio Moriguchi.
Faixa etária tem uma recuperação mais lenta
Os pacientes com mais de 60 anos estão incluídos no grupo de pessoas com mais risco de complicações de saúde em caso de serem contagiadas pelo novo vírus. Um outro desafio que enfrentam é que precisam de mais tempo para se curar. Se um adulto fica com os sintomas da gripe pelo período médio de sete a 10 dias, os idosos precisam do dobro de tempo para se recuperar bem.
Quando estão curados, os cuidados não podem ser deixados de lado. Como têm um metabolismo mais lento, precisam de resguardo até que a saúde se recomponha totalmente.
– Enquanto isso não ocorre, vírus e bactérias que causam outras doenças podem se aproveitar e atacar o organismo – diz o geriatra Ângelo Bós.
A boa notícia é que, desde o início da pandemia, os idosos formam o grupo de pessoas menos atingido pela doença.
Há duas hipóteses para isso. A primeira é que eles viajam menos e, por consequência, estariam menos expostos ao contágio. A segunda hipótese é que os mais velhos teriam criado anticorpos para o vírus durante a epidemia de 1957 que se espalhou pelo mundo e tinha semelhanças com a gripe atual. Apesar do otimismo, o alerta permanece.
19 de julho de 2009
Idoso, atenção à gripe A
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