Cidade do Vaticano, 02 mai (RV) - "A confiança na iniciativa de Deus e a resposta humana": esse é o título da mensagem do papa para o 46º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que se celebra amanhã, domingo. Por ocasião dessa celebração, o Santo Padre vai presidir, às 9h30 locais, na Basílica de São Pedro, à santa missa, durante a qual conferirá a ordenação presbiteral a 19 diáconos da Diocese de Roma.
A Rádio Vaticano transmitirá essa celebração ao vivo, via satélite, para todo o Brasil e demais países de língua portuguesa cujas emissoras nos retransmitem, a partir das 4h20 da manhã deste domingo, horário de Brasília.
Mas retomemos a mensagem do papa para destacar alguns pontos salientes da mesma: o pontífice repete com veemência a exortação de Jesus a seus discípulos… "Pedi ao Senhor da messe que envie operários para a sua messe!"
Com esse "premente apelo" – afirma Bento XVI – Jesus indica "que a oração pelas vocações deve ser ininterrupta e confiante". "De fato, somente se animada pela oração, a comunidade cristã pode, efetivamente, ter mais fé e esperança na iniciativa divina."
Se é verdade que − por um lado, se registra no mundo inteiro "uma preocupante carência de presbíteros, e que dificuldades e obstáculos acompanham o caminho da Igreja – observa o Santo Padre – por outro, nos sustenta a inquebrantável certeza que, quem a conduz nos caminhos do tempo rumo ao cumprimento definitivo do Reino, é Ele, o Senhor, que livremente escolhe e convida para segui-Lo, pessoas de todas as culturas e de todas as idades, segundo os imperscrutáveis desígnios de seu amor misericordioso".
Trata-se de um "entrelaçamento de amor entre a iniciativa divina e a resposta humana" presente "de modo admirável" também na vocação para a vida consagrada daqueles que seguem os conselhos evangélicos da castidade, da pobreza e da obediência.
Atraídos por Jesus, desde os primeiros séculos – observa Bento XVI – "muitos homens e mulheres abandonaram família, posses, riquezas materiais e tudo aquilo que humanamente é desejável", para seguir generosamente o Cristo e viver radicalmente o seu Evangelho, mesmo entre incompreensões e perseguições.
O papa convida aqueles que sentem o chamado, a não se deixarem desencorajar "diante das dificuldades e das dúvidas".
"Confiem em Deus – exorta o pontífice – sigam fielmente Jesus e serão testemunhas da alegria que brota da íntima união com Ele." De fato, o projeto salvífico de Deus "jamais se reveste do cálculo temeroso do servo preguiçoso que, por medo, esconde debaixo da terra o talento a ele confiado, mas se expressa numa pronta adesão ao convite do Senhor, como fez Pedro, quando não hesitou em lançar novamente as redes, mesmo tendo fatigado toda a noite sem pegar nada, confiando em sua palavra".
Bento XVI confia a Maria, a mulher do sim, "aqueles que percebem o chamado de Deus a se colocar no caminho do sacerdócio ministerial ou na vida consagrada". Em confiante abandono – conclui o papa em sua mensagem – cultivem "em seus corações, como Ela, a capacidade de admirar e de adorar Aquele que tem o poder de fazer "grandes coisas", porque Santo é o seu nome". (RL)
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