8 de agosto de 2011

Caminheiros da fé

Tradicionalmente no mês de agosto, centenas de devotos de Nossa Senhora da Abadia percorrem a pé quase 130 quilômetros, de Uberaba até a cidade de Romaria, para pedir graças ou cumprir promessas. Em toda a história da Igreja Católica fazem parte das peregrinações demonstrações de grande fervor religioso. Uma promessa representa um ato de fé e confiança e é feita quando normalmente já se esgotaram todos os recursos humanos para se resolver uma situação difícil. O cumprimento de uma promessa é um ato de agradecimento, uma ação de graças de forte conteúdo simbólico, como o extenso caminho percorrido, o portar vela acesa e até mesmo o carregar da cruz, para simbolizar a cruz que Jesus carregou na Via Sacra.

As romarias fazem parte da cultura de muitos países e não acontecem somente no Brasil. A Terra Santa e Jerusalém, desde os primórdios do cristianismo, foram pólos religiosos que atraíram multidões de peregrinos. Na diversidade dos contextos históricos e geográficos, as romarias sempre apresentam algo em comum, como o costume de caminhar e se deslocar percorrendo grandes distâncias. Como motivação e sinônimo de fé em Nossa Senhora, os peregrinos enfrentam o desafio de longas distâncias, fome, sede, frio, cansaço, às vezes doenças e tantas outras dificuldades.

A reportagem do Jornal da Manhã conversou com algumas pessoas que há muitos anos fazem peregrinação até a cidade de Romaria e relata aqui algumas dessas histórias que, sem dúvida, são emocionantes e tocam o coração de quem as conhece.

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